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Projeto piloto remunera produtores que mantêm a floresta em pé

Vinte mil hectares de floresta e cerrado fazem parte da fase experimental do projeto

Uma das maiores propriedades rurais em extensão contínua do Brasil, a fazenda Itamarati, localizada em Campo Novo do Parecis (MT), participa do projeto CONSERV, que utiliza alternativas que visam evitar o desmatamento do cerrado mato-grossense.

Projeto que visa manter floresta em pé é o tema do episódio 25 do MT Sustentável.

Lançado em 2020, o projeto CONSERV é conduzido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), e tem como principal objetivo remunerar produtores rurais, que mantêm em sua propriedade áreas nativas intactas e que estejam fora da cota de reserva legal.

 

O projeto trata-se de um novo modelo para o uso do solo, no qual a mata que é mantida em pé, tem um valor que pode ser reconhecido pelo mercado. Sendo assim, podendo virar fonte de renda para o próprio produtor.

A fazenda Itamarati possui 104 mil hectares, sendo 14 mil voltados para áreas de reserva legal, e outros 2 mil para reflorestamento de eucalipto, no qual é usado para uso próprio nos secadores de grãos da propriedade. Além disso, aproximadamente 2 mil hectares da propriedade são de cerrado nativo, destinados ao projeto CONSERV.

Importância da preservação do meio ambiente

O diretor de produção, Pedro Valente, destaca que espera que seja um grande passo para o setor, que começa a entender a necessidade de se preservar o meio ambiente cada vez mais.

“Para nós é extremamente importante, porque provavelmente outros agricultores do nosso setor poderão ser beneficiados. É isso que a gente desejaria, que isso fosse cada vez mais capilar e atingisse a todos que preservam mais o meio ambiente”, destaca.

Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Na fase experimental do projeto, que se estende até o final de 2024, a meta do IPAM é incluir 20 mil hectares, nos estados de Mato Grosso e Pará. Os recursos, para pagamento aos proprietários rurais, vêm de um financiamento das embaixadas da Noruega e Holanda. Estudos estimam que nessas áreas contratadas estejam estocadas mais de 600 mil toneladas de carbono, um elemento importante para manter o solo vivo.

As áreas contratadas no projeto são vistoriadas antes da assinatura do contrato e, durante a vigência, são monitoradas com imagens de satélite e visitas feitas por técnicos do IPAM. Os proprietários assumem o compromisso de não permitir nenhum processo de degradação nesses locais.

Agronegócio cada dia mais sustentável

De acordo com o diretor de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do IPAM, Eugênio Pantoja, é relevante contribuir com um agronegócio cada vez mais sustentável, para além de um retorno financeiro, e sim apoiar a sustentabilidade no campo.

“A gente considera um momento de grande relevância, nesse sentido podemos construir um agronegócio cada vez mais sustentável. Dando um retorno financeiro para a propriedade e contribuindo também para a manutenção da biodiversidade e recursos hídricos”, aponta o diretor.

Além disso, a gerente socioambiental, Fabiana Regero, afirma que a obrigação do produtor rural é não realizar nenhum tipo de desmatamento e sim, investir em mais práticas que possam manter a área de vegetação preservada e protegida.

“A nossa obrigação é abrir mão do nosso direito de desmatar. Hoje essa fazenda tem um excedente de reserva legal, então uma das obrigações é isso, não fazer nenhum tipo de desmatamento e investir em práticas para manter a vegetação preservada e protegida”, destaca a gerente.