Apesar dos desafios enfrentados ao longo do ano, o setor fortaleceu seu protagonismo e ampliou resultados
As exportações brasileiras de frutas alcançaram US$ 1,45 bilhão em 2025, um novo recorde histórico pelo terceiro ano consecutivo, com crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior. O resultado consolida a fruticultura como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio nacional e reforça as perspectivas positivas para 2026, especialmente diante do avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, cujos efeitos irão refletir na competitividade dos produtos brasileiros no exterior. A curto prazo, a uva terá a sua tarifa zerada, melhorando a competitividade dessa fruta no mercado internacional já que os principais concorrentes do Brasil já não pagam tarifas para ingressar nos países da EU.
O desempenho expressivo é resultado direto do trabalho do fruticultor-exportador brasileiro, que mesmo diante de um cenário desafiador em 2025, marcado por incertezas no comércio internacional, aumento de tarifas e custos logísticos elevados, manteve a produção, investiu em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, e seguiu entregando frutas com padrão internacional.
“O ano de 2025 foi desafiador. O chamado “tarifaço” gerou apreensão em todo o setor e exigiu planejamento, diálogo e muita resiliência dos produtores. Ainda assim, a fruticultura brasileira mostrou sua força e capacidade de adaptação, alcançando resultados históricos”, destaca o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho.
Principais frutas exportadas em 2025
Algumas frutas se destacaram nas exportações brasileiras ao longo do ano, como:
Manga: Mesmo com uma pequena retração no valor exportado, impactada pela taxação para o mercado norte-americano, a manga manteve a liderança entre as frutas brasileiras exportadas em 2025. O produto somou US$ 335 milhões, com queda de 4% em valor, mas registrou crescimento expressivo de 12,59% em volume, totalizando cerca de 280 mil toneladas embarcadas ao longo do ano.
Melão: US$ 231 milhões, aumento de 24,9%,
Limão e lima: US$ 199 milhões, alta de 1,5%.
Uva – A exemplo da manga, a uva também registrou leve retração em valor, mas manteve posição de destaque entre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2025. As exportações somaram US$ 158 milhões, com queda de 0,13% em valor e crescimento de 5,62% em volume, o que corresponde ao embarque de aproximadamente 62 mil toneladas para o mercado internacional.
Melancia: US$ 115 milhões, alta de 57,1%.
Parcerias estratégicas e promoção internacional
O resultado positivo foi alcançado a partir de ações coordenadas voltadas à abertura e manutenção de mercados, à negociação sanitária e à defesa comercial. Ao longo de 2025, a atuação integrada entre o setor produtivo e o Governo foi decisiva para mitigar os impactos dos desafios enfrentados e garantir a continuidade do crescimento das exportações.
Outro destaque foi a parceria entre a Abrafrutas e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que ao longo de todo o ano promoveu as frutas brasileiras em feiras internacionais, rodadas de negócios, ações de imagem e projetos estruturantes de exportação. Essas iniciativas ampliaram a visibilidade do Brasil como fornecedor confiável e sustentável, além de aproximar produtores de compradores estratégicos.
“O apoio da ApexBrasil foi decisivo para mantermos o ritmo de promoção internacional, mesmo em um cenário global mais complexo. Estivemos presentes nos principais mercados, mostrando a diversidade e a qualidade das frutas brasileiras”, reforça Guilherme Coelho.
Perspectivas ainda mais positivas
Ainda segundo o presidente da Associação, com a consolidação dos resultados de 2025 e o avanço do acordo Mercosul–União Europeia, a expectativa do setor é de um novo ciclo de crescimento. As reduções tarifárias previstas no acordo serão implementadas de forma gradual para a maioria das frutas exportadas. A uva, como dito anteriormente, terá tarifa zerada imediatamente após a entrada em vigor, enquanto produtos como melancia, melão e limão passarão por um período de transição de 7 a 10 anos, com redução escalonada até a eliminação total das tarifas.
Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas



