- 
English
 - 
en
Portuguese
 - 
pt
Spanish
 - 
es
[gt-link lang="es" label="Españhol" widget_look="flags_name"]
[gt-link lang="en" label="English" widget_look="flags_name"]

ENTRE EM CONTATO

+55 61 4042-6250

Modernização da Jornada de Trabalho: diálogo com responsabilidade

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), representada pelo diretor executivo Eduardo Brandão, participou na última terça-feira, dia (3) da reunião com a Frente Parlamentar da Agricultura para discutir a modernização da jornada de trabalho no Brasil. O tema tem mobilizado diferentes setores da economia, especialmente diante do debate sobre o modelo de escala 6×1, formato em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos com um dia de descanso, comum em atividades que exigem funcionamento contínuo, como comércio, serviços e parte do setor agroindustrial.

A discussão sobre possíveis mudanças nesse modelo reacende preocupações relacionadas à geração de empregos, custos operacionais e organização das atividades produtivas. No caso do agro, a sazonalidade das safras e a necessidade de cumprir janelas específicas de colheita e exportação tornam o planejamento da jornada um fator estratégico para garantir eficiência e evitar perdas.

Diante desse cenário, o setor produtivo discutiu um manifesto defendendo que a modernização da jornada ocorra com responsabilidade, equilíbrio e base técnica. A preocupação central é garantir que eventuais alterações não resultem em aumento da informalidade, redução de postos formais ou pressão sobre custos de produção e, consequentemente, sobre os preços de alimentos e bens essenciais.

O documento reforça que modernizar não significa escolher entre qualidade de vida e atividade econômica, mas sim construir soluções sustentáveis, considerando a realidade de cada setor, a segurança jurídica e os impactos sobre produtividade e competitividade.

“Modernizar é avançar com responsabilidade. Precisamos garantir qualidade de vida ao trabalhador sem comprometer a competitividade, a produtividade e a preservação do emprego formal”, destacou Eduardo Brandão.

De acordo com o diretor da Abrafrutas, as entidades representativas do setor produtivo, assinaram o manifesto e defenderam a construção de um diálogo técnico e responsável, capaz de promover desenvolvimento econômico e social de forma equilibrada e duradoura.