
A abertura de novos mercados internacionais, o fortalecimento da defesa fitossanitária, a ampliação do seguro rural e a modernização dos processos regulatórios estão entre as principais pautas defendidas ontem (27) em reunião com o atual ministro da agricultura, André de Paula, pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) para ampliar a competitividade da fruticultura brasileira no cenário global.
Entre os principais desafios apresentados pela entidade estão a necessidade de agilização nos processos de registro de defensivos químicos e biológicos, o fortalecimento do Programa Nacional de Erradicação da Mosca-da-Carambola (PNEMC), o aumento do efetivo de fiscais nos pontos de egresso e ingresso do país e medidas de apoio ao endividamento do setor produtivo, incluindo a renegociação das dívidas do agro e a criação de um fundo garantidor e do Fundo da Fruticultura.
“A fruticultura brasileira vive um momento estratégico. Temos capacidade produtiva, qualidade e mercado, mas precisamos avançar em políticas estruturantes que garantam mais competitividade, segurança fitossanitária e acesso a novos destinos internacionais”, destacou o presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia.
O setor segue em expansão no comércio exterior. Apenas no primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas registraram crescimento de 25% em valor e 13% em volume em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando US$ 351,1 milhões e mais de 330 mil toneladas exportadas. Entre os destaques estão mangas, com crescimento de 69% em valor exportado, melancias (+40%), bananas (+32%), abacates (+18%) e maçãs, que registraram crescimento superior a 200% em valor e volume.
Nos últimos anos, o Brasil ampliou a presença das frutas brasileiras no mercado internacional com a abertura de novos mercados para produtos como manga, melão, uva, mamão, avocado, citros e agora recente o caqui. Atualmente, o setor segue trabalhando na expansão das exportações para países estratégicos como Estados Unidos, China, Malásia, Tailândia, Coreia do Sul e Colômbia.
A notícia do acordo provisório Mercosul-União Europeia representou também um avanço estratégico para a fruticultura brasileira, criando novas oportunidades para produtores e exportadores em diversas regiões do país. Com a redução das tarifas, as frutas brasileiras passam a ganhar mais competitividade no mercado europeu, fortalecendo a presença do Brasil no comércio internacional.

“As oportunidades geradas pelo acordo Mercosul-União Europeia podem representar um marco para a fruticultura brasileira, especialmente para polos exportadores, ampliando competitividade, geração de renda e presença internacional das nossas frutas”, afirmou Promicia.
Por: Telma Martes, comunicação Abrafrutas



