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Abrafrutas destaca competitividade e crescimento da fruticultura brasileira durante o Outlook Agro Brasil

Foto: APEX-Adriano

Diretor executivo da entidade participou de painel e apontou automação, acordos comerciais e ESG como pilares para fortalecer as exportações brasileiras de frutas

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) participou, nesta quinta-feira (30), do Outlook Agro Brasil, realizado na sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo, lideranças do agronegócio, entidades setoriais, exportadores, produtores e especialistas para discutir os desafios, as oportunidades e as perspectivas para o agronegócio brasileiro no cenário internacional.

Promovido pela ApexBrasil, o evento teve como objetivo fomentar do painel de encerramento do evento sobre estratégias para ampliar a competitividade do agro nacional, fortalecer a inserção dos produtos brasileiros no mercado global e aproximar o setor produtivo das políticas públicas voltadas ao comércio exterior.

Representando a Abrafrutas, o diretor executivo Eduardo Brandão participou da mesa de debates sobre “Perspectivas do Agronegócio Brasileiro: A Visão do Setor”. Durante sua apresentação, destacou que a fruticultura brasileira vem consolidando uma trajetória de crescimento sustentada pela melhoria contínua dos processos produtivos, pela busca de maior eficiência e pela agregação de valor às frutas brasileiras.

Segundo Brandão, o foco do setor está na redução dos custos de produção, na melhoria dos processos e no aumento do valor agregado dos produtos.

“No aspecto da competitividade, a automação dos processos, especialmente dentro das propriedades e nas etapas de pós-colheita e packing house, é fundamental para elevar a eficiência e garantir aquilo que é mais importante para a fruticultura: a qualidade da fruta que chega ao consumidor, tanto no mercado interno quanto no externo”, afirmou.

O diretor executivo também ressaltou que o avanço dos acordos bilaterais e comerciais firmados pelo Brasil é um dos principais fatores para ampliar a competitividade da fruticultura nacional.

“Os acordos comerciais nos dão competitividade. Hoje o setor cresce, em média, cerca de 20% ao ano em valor exportado e também em volume, mesmo competindo com países que acessam importantes mercados com tarifa zero, enquanto o Brasil ainda enfrenta tarifas médias de aproximadamente 10% em diversos destinos. Ampliar esses acordos significa criar condições mais equilibradas para que as frutas brasileiras conquistem novos mercados.”

Além da eficiência produtiva e da abertura de mercados, Brandão destacou a ampliação do shelf life das frutas como estratégia para agregar valor aos produtos brasileiros, permitindo que mantenham sua qualidade por mais tempo nas prateleiras dos mercados nacional e internacional.

Outro ponto enfatizado foi a sustentabilidade como diferencial competitivo. Segundo ele, a Abrafrutas lançou o Selo ESG Frutas do Brasil, iniciativa que busca reconhecer produtores comprometidos com práticas ambientais, sociais e de governança.

“A sustentabilidade deixou de ser apenas uma exigência do mercado para se tornar um fator de agregação de valor. O Selo ESG Frutas do Brasil nasce justamente para reconhecer esse compromisso e fortalecer a imagem da fruta brasileira no mercado internacional.”

Ao encerrar sua participação, Brandão ressaltou que a evolução da fruticultura brasileira é resultado da união entre o setor produtivo, entidades representativas e o poder público.

“Há pouco mais de uma década, exportávamos cerca de US$ 570 milhões. Em 2025, alcançamos aproximadamente US$ 1,5 bilhão em exportações. Isso demonstra que o trabalho conjunto entre produtores, Abrafrutas, Ministério da Agricultura, ApexBrasil e demais parceiros vem transformando a fruticultura brasileira. Nosso desafio agora é consolidar esse crescimento, fortalecer o mercado interno e mostrar ao mundo que o Brasil também é referência na produção de frutas de qualidade.”

Os resultados mais recentes reforçam esse cenário positivo. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou o melhor desempenho da história para o período, com US$ 707,9 milhões em exportações e 619,1 mil toneladas de frutas frescas embarcadas. O resultado representa um crescimento de 20,64% em valor e 13,32% em volume em relação ao mesmo período de 2025, confirmando a expansão da fruticultura brasileira e sua crescente competitividade no mercado internacional.

Por: Telma Martes, Comunicação Abrafrutas