“Já estamos trabalhando para expandir para outros mercados. O foco agora será a diversificação, analisando novas oportunidades em um ambiente de comércio internacional em constante mudança”, afirmou Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil.
O Escritório do Representante Comercial dos EUA confirmou uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, em vigor a partir de 22 de julho. No entanto, a maioria das principais exportações brasileiras de frutas e suco de laranja permanece na lista de isenções, incluindo laranjas, limões, mangas, mamões, abacaxis, bananas, abacates, goiabas, kiwis, cocos, diversas nozes, suco de laranja e uma variedade de produtos de frutas processadas.
O suco de laranja está entre os principais produtos beneficiados pelas isenções. Durante a safra 2025/26, os Estados Unidos representaram cerca de 45% das exportações brasileiras de suco de laranja. Os embarques de suco de laranja não concentrado para os EUA aumentaram em torno de 15%, enquanto as exportações de suco de laranja concentrado congelado e outros produtos à base de laranja cresceram 18,3% em relação à safra anterior.
A lista final de isenções também inclui café torrado e solúvel, além do café verde, deixando a maior parte das exportações brasileiras de café para os EUA fora da tarifa adicional.
As uvas frescas permanecem fora da lista de isenções. Se confirmada na regulamentação final, a tarifa adicional de 25% será aplicada às uvas brasileiras, elevando a tarifa total para 35%. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 41,5 milhões em uvas, o equivalente a 14 mil toneladas, para os Estados Unidos. Melões e melancias também estão sujeitos às novas tarifas, embora o impacto deva ser menor devido ao seu perfil e volume de exportação.
Os mercados prioritários identificados pela ApexBrasil incluem a União Europeia, os países da ASEAN, incluindo Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, bem como o Cazaquistão e o Uzbequistão. Müller também afirmou que as negociações do Mercosul com a Índia, o Japão e o Canadá podem apoiar a diversificação das exportações.
Segundo a ApexBrasil, 72% das 2.400 empresas que apoia e que exportam para os Estados Unidos adicionaram pelo menos um novo destino de exportação entre junho de 2025 e maio de 2026. A Abrafrutas afirmou estar trabalhando com produtores e exportadores em procedimentos sob as novas condições comerciais, enquanto explora a diversificação de mercado e outras estratégias comerciais. A associação observou que o setor já havia se ajustado às medidas tarifárias que afetavam as exportações de manga reorganizando as operações e expandindo para outros mercados.
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Fonte: Fresh Plaza



