Pesquisa tem potencial de impactar diretamente mais de 30 mil hectares de vinhedos
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Um estudo realizado a partir da coleta e análise de aproximadamente 500 amostras de solo em oito municípios da Serra Gaúcha resultou na elaboração de novas recomendações técnicas de calagem e adubação para vinhedos da região. A pesquisa, executada entre novembro de 2023 e novembro de 2025, tem potencial de impactar diretamente mais de 30 mil hectares de vinhedos implantados, ao ajustar as orientações de manejo nutricional à realidade predominante dos solos locais.
Financiado pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), com investimento de R$ 699 mil, o trabalho considerou os perfis de solo predominantes na Serra Gaúcha. Até então, as recomendações utilizadas tinham como base manuais mais amplos, que contemplavam diferentes tipos de solo do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o que podia gerar variações significativas entre a indicação técnica e as condições efetivamente encontradas no campo.
Segundo o engenheiro agrônomo Gabriel Almeida da Silva, do setor de Viticultura do Consevitis-RS, o principal diferencial do trabalho está na especificidade territorial das recomendações. “Com o novo boletim técnico, as orientações passam a considerar de forma mais direta os solos predominantes da Serra Gaúcha, o que gera maior confiabilidade no momento da definição das doses de calcário e fertilizantes na implantação de vinhedos”, explica.
De acordo com ele, o equilíbrio nutricional impacta diretamente na sanidade dos parreirais. “A adubação em excesso ou a falta dela gera desequilíbrios na planta. Vinhedos com manejo nutricional equilibrado produzem frutos mais sadios e com melhor concentração de nutrientes e compostos, o que favorece também a qualidade dos vinhos, espumantes e sucos elaborados a partir dessas uvas”, destaca.
O boletim técnico com as recomendações está disponível para consulta pública no Observatório Vitivinícola. A aplicação das orientações deve ser realizada com o acompanhamento de engenheiro agrônomo ou técnico agrícola, a partir da análise individual de cada propriedade.
A partir dos resultados obtidos, já está em construção uma possível segunda etapa do estudo, que deverá ampliar as recomendações para outros nutrientes e avaliar a resposta das plantas às quantidades de adubo aplicadas na adubação de manutenção, aprofundando a base técnica que sustenta o manejo nutricional dos vinhedos da Serra Gaúcha.
Fonte: Redação Globo Rural



