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Uva de qualidade é doce e chega em perfeito estado na mesa do consumidor final

Qualidade da uva de mesa é medida não apenas pela doçura, mas por seu frescor ao chegar na mesa do consumidor final — Foto: Aline Oliveira

Qualidade da uva de mesa é medida não apenas pela doçura, mas por seu frescor ao chegar na mesa do consumidor final — Foto: Aline Oliveira

Uva de qualidade tem que ter sabor. Mas esse sabor precisa resistir aos processo pós colheita e chegar em excelente estado de conservação na mesa do consumidor – e resistir por alguns dias na geladeira. Para chegar a este patamar, é preciso investir em cada etapa da produção, desde a poda até o escoamento do produto, segundo o produtor Jackson Sousa Lopes. Ele comandou um bate papo sobre o assunto durante o Dia de Campo promovido pela Seiva do Vale no dia 27 de outubro, na Fazenda Global, em Juazeiro.

Na experiência de Jackson, “o consumidor não vai comprar uma fruta se ela não estiver com o engaço verde, com a baga firme e, principalmente, sabor”. Engaço é o conjunto do pedúnculo e das ramificações do cacho de uvas, que suportam as bagas.

Como garantir qualidade

 

Para garantir um bom resultado final, Jackson sugere fazer o caminho inverso: olhar a fruta na prateleira para ver como ela chega e refazer tudo que aconteceu até este momento. Acontece, por exemplo, da fruta sair muito bonita da propriedade, mas chegar com problema na gôndola, o que prejudica o consumo.

Para evitar esta situação, a primeira coisa que o produtor precisa conhecer são as fases de desenvolvimento da fruta para identificar o que ela precisa em cada uma delas. A irrigação, por exemplo, é diferente em volume em cada fase, de acordo com a variedade, a carga e as condições climáticas.

Jackson Sousa Lopes compartilhou estratégias para garantir a qualidade da uva produzida no Vale do São Francisco — Foto: Aline Oliveira

Jackson Sousa Lopes compartilhou estratégias para garantir a qualidade da uva produzida no Vale do São Francisco — Foto: Aline Oliveira

Equilíbrio nutricional

 

Um solo com saturação de 50% de cálcio, 25% de magnésio e 5% a 10% de potássio (variando de acordo com o tipo de porta enxerto usado na propriedade e da variedade de uva cultivada) é um bom começo para garantir uma uva de qualidade, segundo Jackson.

Por isso é sempre necessário preparar bem o solo para que ele esteja em equilíbrio e a planta não tenha problemas com a absorção adequada de cada nutriente. E um aliado importante nestes casos é a realização de análises de solo e folha, que ajudam a identificar se há necessidade de correção nutricional, evitando problemas na fase final da produção.

A não realização de análises periódicas pode prejudicar o resultado final do parreiral. Se houver um desbalanço nutricional no solo, isso vai influenciar na qualidade da uva. E são as análises que tornam esta avaliação realmente precisa e a correção adequada.

Jackson Sousa Lopes compartilhou estratégias para garantir a qualidade da uva produzida no Vale do São Francisco — Foto: Acervo Seiva do Vale

Jackson Sousa Lopes compartilhou estratégias para garantir a qualidade da uva produzida no Vale do São Francisco — Foto: Acervo Seiva do Vale

Cobertura para chuva como aliada

 

O excesso de chuvas é um problema para o cultivo de uva no Vale do São Francisco. Por isso, o período mais favorável para a colheita é entre meados de julho até o final de outubro, com a estiagem. Daí em diante o registro histórico médio de chuvas indica mais dificuldades de manter a qualidade do fruto, sendo necessário usar a estratégia da plasticultura, que consiste na proteção do parreiral com tendas. Elas reduzem o impacto da precipitação, protegendo a uva que já está em período de ser colhida. Isso faz com que seja possível ofertar fruta boa o ano inteiro.

Fonte: Seiva do Vale