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Pecnordeste: fruta brasileira precisa de conquistar novos mercados

Do contrário, não terá como ampliar sua atual área de produção, segundo disse Luiz Roberto Barcelos, ex-presidente da Abrafrutas e sócio e diretor da Agrícola Famosa

Legenda: Luiz Roberto Barcelos (foto) fala na Pecnordeste 2023 sobre as perspectivas da fruticultura brasileira, a do Ceará no meio Foto: Egídio Serpa

Ele falou nesta sexta-feira, 16, para cerca de 300 produtores rurais, alguns dos quais de outros estados, reunidos no auditório número nove do Centro de Eventos do Ceará, onde se realiza a XXVI Pecnordeste, maior feira e exposição indoor da agropecuária nordestina.

Luiz Roberto Barcelos abordou as perspectivas da fruticultura brasileira, que, na sua opinião, são otimistas porque, além do melão, a produção nacional, a nordestina especialmente, cresce também noutras variedades, como a manga, o mamão e a uva.

Ele usou estatísticas atualizadas da Abrafrutas para dizer que o fruticultor brasileiro – pessoa física ou jurídica – está usando mais tecnologia e, de dois anos para cá, também passou a adequar-se às exigências dos princípios ESG de governança corporativa, social e ambiental.

Mas o consumo nacional de frutas por pessoa (per capita) por ano ainda é muito baixo no Brasil: apenas 56 quilos, enquanto na Europa esse consumo é de 120 quilos.

Para motivar o brasileiro a ingerir mais frutas “e mais vitaminas”, informou Barcelos, a Abrafruta está investindo num plano de comunicação com esse objetivo.

Luiz Roberto referiu-se à recente decisão do Parlamento da França, que vetou o acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia EU). Esse acordo, para começar a valer, tem de ser aprovado pelos parlamentos dos 27 estados membros da União Europeia. O veto francês poderá influenciar outros parlamentos.

Para Luiz Roberto Barcelos, a decisão da Assembleia Nacional Francesa é uma má notícia para as empresas brasileiras do agronegócio que exportam para o Velho Continente. Hoje, por exemplo, as frutas brasileiras, para entrar no mercado europeu, têm de pagar uma taxa média de 10%. O acordo com a UE extinguiria essa taxa.

No seu entendimento, o que há por trás da decisão dos parlamentares franceses é uma questão política: como a agricultura europeia, destacadamente a da França, não consegue alcançar a produtividade do agro brasileiro, cujos produtos chegam à Europa com custo de produção mais baixo e com preço competitivo, os europeus usam o discurso ambiental, denunciando o desmatamento da Amazônia e a aplicação de defensivos químicos proibidos lá para impedir o acesso de frutas e pescados do Brasil ao seu mercado.

Barcelos lembrou que o Brasil, no governo Bolsonaro, celebrou um acordo comercial com o da China, por meio do qual o melão brasileiro passa a ter livre acesso ao mercado chinês, ao mesmo tempo em que os chineses acessarão o mercado brasileiro da pera.

“A pandemia da Covid 19, porém, atrapalhou a execução desse acordo, que está valendo e deverá ser retomado nos próximos meses”, anunciou o sócio e diretor da Agrícola Famosa.

Fonte: Diário do Nordeste