- 
English
 - 
en
Portuguese
 - 
pt
Spanish
 - 
es
[gt-link lang="es" label="Españhol" widget_look="flags_name"]
[gt-link lang="en" label="English" widget_look="flags_name"]

ENTRE EM CONTATO

+55 61 4042-6250

UE-Mercosul: setores exportadores da economia brasileira avaliam oportunidades de negócios com acordo comercial

Setores exportadores da economia brasileira avaliam oportunidades de negócios com acordo comercial

No próximo sábado, representantes do Mercosul e da União Europeia vão assinar no Paraguai o acordo de livre comércio entre os dois blocos. Setores exportadores da economia brasileira estão avaliando as oportunidades de negócios. Mas também os desafios.

Um setor que comemora a colheita de anos de negociação: as frutas brasileiras têm tudo para ganhar mais espaço nos mercados da Europa.

O continente é o principal destino das nossas exportações – mas numa competição dura com outros países que não são tarifados. Caso da uva, por exemplo.

A alíquota de 11% será zerada assim que o acordo passar a valer, o que pode levar meses. Os impostos sobre outras frutas, como abacate, limão, melão e melancia vão levar mais tempo pra acabar. O maior prazo é o da maçã – dez anos.

O diretor da associação brasileira do setor, Luiz Roberto Barcelos, diz que o Brasil produz muito, mas ainda exporta pouco.  

“Um dos problemas que a gente sempre teve é essa questão da tarifação, a partir do momento que a gente remove essa barreira, você facilita a entrada dos nossos produtos para esse mercado”, diz Luiz Roberto Barcelos diretor da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

Especialistas enxergam possibilidades para o agronegócio em um horizonte ainda mais amplo. O Brasil já é uma potência na exportação de grãos e carnes. Mas o acordo pode ajudar a desenvolver por aqui derivados de produtos agrícolas mais caros: queijos, destilados – como a cachaça – e azeites, por exemplo.

O professor de agronegócio global do Insper, Marcos Jank, diz que o Brasil pode aprender com o exemplo dos europeus.

“Eles têm marcas fortes, eles têm padrões eles têm denominações de origem, né? E é o que a gente precisa também para diversificar a nossa pauta exportadora, né? E talvez essa essa integração sirva para a gente conseguir desenvolver em conjunto mercados de valor adicionado pelo mundo afora.   Outro setor que prevê oportunidades de cooperação tecnológica é o da indústria têxtil”.

Fonte: Jornal Nacional