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Setor acompanha com apreensão’, diz gerente técnico da Abrafrutas sobre conflito no Oriente Médio

Jorge de Souza relata dificuldades logísticas enquanto instituição monitora riscos nas principais rotas marítimas do Golfo

Em entrevista ao Record News Rural, Jorge de Souza, gerente técnico da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), explica que o setor brasileiro acompanha a tensão com cautela, já que mantém diversos negócios com países da região.

Jorge de Souza explica que, devido à tensão nas rotas comerciais, safras de frutas estão sendo prejudicadasReprodução/ Record News 

“O setor acompanha com apreensão, uma vez que nós temos negócios diretamente com vários países do mundo árabe. Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, e também porque a rota do Mar Vermelho […] é uma rota muito importante que agora não sofre tanto quanto a rota do golfo Pérsico e do estreito de Ormuz, mas sofre também, principalmente porque os Houthis do Iêmen começaram também a entrar militarmente no conflito”, afirma.

Souza também explica que, devido à tensão nas rotas comerciais, operações logísticas de safras como a da maçã estão sendo prejudicadas em função da guerra. Ele reitera que o setor torce para que o cessar-fogo ocorra, permitindo a normalização das exportações de frutas.

“Estamos iniciando a safra de maçã e temos demandas desta fruta para a região do Oriente Médio e para a própria Índia, e evidentemente as operações logísticas estão prejudicadas em função desse conflito. Obviamente, não há muito o que se fazer; temos que aguardar, e o setor todo está torcendo aqui para que o cessar-fogo ocorra e a gente possa normalizar essas relações comerciais”, pontua.