Brasil se consolida como líder global nas exportações de frutas e hortaliças, impulsionado por qualidade, sustentabilidade e inovação no processo produtivo
As exportações de frutas e hortaliças do Brasil continuam a registrar crescimento, consolidando o país como um dos maiores fornecedores globais de alimentos frescos. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 1,08 milhão de toneladas de frutas, gerando uma receita de aproximadamente US$ 1,29 bilhão.
No mesmo ano, as exportações de hortaliças totalizaram 350 mil toneladas, resultando em US$ 220 milhões. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), os principais destinos das frutas brasileiras foram a Europa (45% das exportações), a América do Norte (35%) e a Ásia (15%). Esses mercados têm demonstrado crescente interesse pela produção brasileira, impulsionado pela certificação de qualidade e o compromisso com a sustentabilidade.
Destaques nas exportações: manga, melão e uva
A manga se destacou como a fruta mais exportada em 2024, com 258 mil toneladas embarcadas, gerando uma receita de US$ 350 milhões. O melão e a uva também se sobressaíram, com exportações de 243 mil toneladas e 59 mil toneladas, respectivamente.
O Nordeste continua liderando a produção e exportação de frutas, com destaque para a Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte. Pernambuco exportou 194 mil toneladas, sendo 165 mil toneladas de manga e uva. A Bahia foi responsável por 160 mil toneladas, sendo 128 mil toneladas de manga e uva. O Rio Grande do Norte se destacou na produção de melão, com 171 mil toneladas exportadas, enquanto o Ceará também contribuiu significativamente, exportando 90 mil toneladas de melão e melancia.
Hortaliças em foco: cenouras e cebolas no mercado internacional
No segmento de hortaliças, o Brasil exportou principalmente cenouras e cebolas para países da Europa e América do Sul.
A produção de cenouras no estado de Minas Gerais alcançou 120 mil toneladas destinadas à exportação, enquanto Santa Catarina liderou a produção de cebolas, com 80 mil toneladas exportadas. Esses produtos se destacaram pela qualidade superior e competitividade nos mercados internacionais.
Qualidade e sustentabilidade: chaves para o sucesso das exportações
A qualidade e a sustentabilidade são fatores cruciais para o sucesso das exportações brasileiras. Empresas localizadas no Vale do São Francisco têm adotado tecnologias avançadas de irrigação e práticas agrícolas sustentáveis para atender aos exigentes padrões dos mercados internacionais.
A ênfase em certificações globais, como GlobalG.A.P. e Rainforest Alliance, tem reforçado a aceitação dos produtos brasileiros, especialmente nos mercados mais exigentes. Esse modelo de produção não apenas aumentou a produtividade, mas também assegurou relações comerciais de longo prazo com importadores.
O papel das Packing Houses na competitividade global
Dentro desse ecossistema de exportação, o packing house surge como uma solução essencial para garantir a qualidade e a eficiência do processo logístico. Essas unidades de embalagem não só asseguram a seleção rigorosa das frutas e hortaliças, mas também desempenham um papel crucial na aplicação de práticas sustentáveis e na conformidade com as certificações internacionais.
Com a implementação de tecnologias avançadas e controle de qualidade, os packing houses têm se tornado fundamentais para maximizar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global, agregando valor e mantendo a confiança dos consumidores internacionais.
O potencial do Brasil no mercado global de alimentos frescos
Esses resultados evidenciam a importância do setor de frutas e hortaliças para a economia brasileira, consolidando o país como um protagonista estratégico no mercado global de alimentos frescos.
Com uma infraestrutura cada vez mais eficiente e uma base produtiva diversificada, o Brasil tem o potencial de expandir ainda mais sua participação nos mercados internacionais nos próximos anos.
Mas, diante desse crescimento, será que o país está preparado para enfrentar os desafios futuros, como a competitividade crescente e as exigências cada vez maiores por sustentabilidade e inovação?
Fonte: Senior Blog