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Fruta eleita a mais saborosa do mundo pelo TasteAtlas é cultivada no Brasil e tem propriedades medicinais

No Brasil, são produzidas aproximadamente 2.500 toneladas da fruta por ano, conhecida pelas propriedades medicinais anti inflamatórias e antioxidantes

Mangostão

Modo claro
No ranking das 10 melhores frutas do mundo, elaborado pela enciclopédia gastronômica internacional TasteAtlas, o mangostão (também chamado de mangostim) foi eleito em primeiro lugar como “a fruta mais saborosa”.

O mangostão ou mangostim é uma fruta nativa do Arquipélago Malaio, no Sudeste Asiático.

Ele tem entre 5 e 7 centímetros de diâmetro e uma casca grossa, de coloração roxo-escura, quase vinho. No topo, uma coroa verde-oliva com pétalas espessas indica sua origem floral. Na base da fruta, uma “estrela” formada por lóbulos secos — normalmente entre quatro e sete — revela quantos gomos o fruto tem por dentro.

Já o sabor do mangostão é difícil de comparar: costuma ser descrito como doce, suave e levemente ácido, e exala um perfume tropical delicado. Algumas pessoas sentem uma mistura de lichia, morango, abacaxi e pêssego, mas com uma textura mais cremosa e aveludada.

Ao ser cortado, revela uma polpa branca, brilhante e segmentada, como dentes de alho, mas macia como a de uma lichia e, muitas vezes, sem sementes, que se desfaz facilmente na boca, liberando um suco leve, refrescante e equilibrado, sem excesso de acidez nem de doçura.

Mas as propriedades nutricionais do mangostão estão concentradas sobretudo na casca da fruta, onde ficam os compostos vegetais conhecidos como xantonas, associadas a propriedades anti-inflamatórias.

Rico em vitamina C, o fruto é conhecido na Ásia por ter propriedades medicinais antioxidantes e por atuar na melhora do sistema imunológico e no controle do açúcar no sangue.

Também pode ajudar na cicatrização de infecções e problemas de pele devido às propriedades antifúngicas da casca, que auxiliam no tratamento de problemas como eczema e psoríase, e o chá produzido a partir do pó da casca é usado, na medicina tradicional, no combate à diarreia e como tratamento auxiliar para úlceras e acidez estomacal.

Acredita-se que as primeiras sementes de mangostão tenham chegado ao Brasil em 1935, inicialmente na Bahia. Já em 1942, com os esforços do pesquisador e então diretor do Instituto Agronômico do Norte (hoje Embrapa), Gregório Bondar, seu cultivo chegou a Belém, capital do Pará, quando Bondar obteve cerca de 400 sementes de mangostão de um navio vindo da Índia que estava ancorado no porto da cidade.

Essas sementes foram plantadas em 1944, e as primeiras plantas entraram em fase reprodutiva apenas em 1952.

“Nessa ocasião”, conta, em artigo, o pesquisador José Edmar Urano de Carvalho, da Embrapa Amazônia Oriental, “o pomar contava com apenas 80 plantas e, presentemente, restam 18, que, não obstante os poucos cuidados que lhes têm sido dados nos últimos anos, continuam produzindo razoável quantidade de frutos”.

Hoje, a fruta, que ainda não é amplamente conhecida em grande parte do Brasil, é produzida sobretudo nesses dois estados, com cerca de 200 hectares totais de cultivo entre o Pará e a Bahia. Cultivos menores existem no Sudeste, entre São Paulo, no Vale do Ribeira, e o Espírito Santo.

O mangostão leva cerca de dois anos para crescer e aproximadamente oito anos para frutificar, e uma árvore produz, em média, 1.500 frutos ao longo da vida. No Brasil, são produzidas aproximadamente 2.500 toneladas por ano.

O quilo do mangostão costuma variar entre R$ 150 e R$ 200 no varejo, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.

Ele chega a ser mais caro até do que a framboesa ou o mirtilo (blueberry), outras frutas cultivadas fora do Brasil, cujo quilo pode custar entre R$ 70 e R$ 99,50.

Fonte: Forum