O Ministério da Agricultura e Pecuária acompanha, desde o início da semana, uma auditoria internacional conduzida pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária de Cuba. A missão tem como objetivo avaliar as condições para a abertura do mercado cubano à importação de frutas produzidas no Brasil.
Na segunda-feira (6), além de auditores do Mapa, representantes da Coordenadoria de Defesa Agropecuária participaram de uma das etapas da programação. Na ocasião, foram apresentadas as medidas adotadas para garantir que a lima ácida tahiti e a laranja atendam aos requisitos fitossanitários exigidos por Cuba. Também participaram engenheiros agrônomos responsáveis pelos programas estaduais de certificação fitossanitária para exportação e de sanidade dos citros.
Durante a missão, os representantes cubanos visitaram unidades de produção e de consolidação nos municípios de Santa Adélia e Matão. Nas visitas, conheceram os sistemas de rastreabilidade, as medidas fitossanitárias adotadas e os procedimentos previstos na legislação brasileira para assegurar a sanidade da citricultura paulista.
A engenheira agrônoma da CDA, Veridiana Zocoler, afirmou que a participação na auditoria, a pedido do Mapa, teve como objetivo apresentar tecnicamente as ações desenvolvidas no estado. Segundo ela, a iniciativa buscou mostrar “as ações que consolidam São Paulo como o maior parque citrícola do mundo”.
A chefe da Divisão de Programas Especiais de Exportação, Samuth Duarte Alves Pereira, afirmou que o país possui um sistema consolidado de controle. Segundo ela, “o Brasil conta com um sistema baseado em monitoramento, controle oficial e rastreabilidade, que garante a segurança das exportações e amplia o acesso a novos mercados”.
Além de São Paulo, a missão cubana também visitará áreas produtivas no Vale do São Francisco e em Vacaria, com o objetivo de conhecer os sistemas de produção de uva e maçã e avaliar o potencial dessas regiões para atender às exigências fitossanitárias estabelecidas.



