[gtranslate]
[auto_translate_button]
[gt-link lang="es" label="Españhol" widget_look="flags_name"]
[gt-link lang="en" label="English" widget_look="flags_name"]

ENTRE EM CONTATO

+55 61 4042-6250

São Paulo produz 80% da lichia do Brasil e amplia vendas para a Europa

No topo do ranking nacional, a cidade de Itaí é a maior produtora de lichia do país, com cerca de 170 hectares de pomares em crescimento. Logo depois vem Paranapanema, com cerca de 20 hectares

 

Com colheita no verão, produtores paulistas aproveitam a demanda europeia pelas frutas nas festas de fim de ano –  O Estado de São Paulo responde por 80% de toda a lichia produzida no Brasil. O grande motor desse mercado é o sudoeste paulista, na região do Alto Vale do Paranapanema, que reúne a maior parte das plantações da fruta no país.

No topo do ranking nacional, a cidade de Itaí é a maior produtora de lichia do país, com cerca de 170 hectares de pomares em crescimento. Logo depois vem Paranapanema, com cerca de 20 hectares. A expectativa é que as plantações na região passem dos 200 hectares já na próxima safra.

Um dos diferenciais das cidades paulistas é a capacidade de vender a fruta para o exterior. Embora a China seja a maior produtora global, os países asiáticos colhem a fruta no meio do ano (verão no hemisfério Norte) e é com isso que o clima de São Paulo ganha vantagem. No Brasil, a colheita acontece no nosso verão, entre dezembro e fevereiro.

“A nossa época de colheita favorece a exportação da fruta a preços muito competitivos para o mercado europeu, onde a mesma é muito consumida nas festividades de final de ano”, explica o engenheiro agrônomo Euvaldo Neves Pereira Junior, chefe da CATI Regional Avaré. Segundo ele, o período de colheita ajuda a atrair compradores de outros países. Atualmente, há pedidos de até 150 toneladas voltados só para a exportação.

O sucesso da lichia em São Paulo acontece por causa do tempo e do solo ideais, com inverno seco e frio, sem geadas, altitude de 600 a 700 metros e verão quente e chuvoso.

A longevidade dos pés de lichia também permite que os produtores mantenham os pomares por muitas décadas. As plantas podem produzir por períodos que vão de 30 a 300 anos, sem necessidade de renovação do pomar. Com isso, os agricultores têm investido na diversificação da produção. Além da variedade Bengal, a mais comum, produtores de Itaí já cultivam outros sete tipos de lichia. A fruta também é utilizada na elaboração de produtos como aguardente e mel de flor de lichia, além de ser comercializada congelada, desidratada e liofilizada.

*Paulo Júnior – paulo.junior@cdicom.com.br

Fonte: